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INFRAVERMELHO

O processo de cicatrização de feridas ocorre inicialmente com resposta inflamatória, caracterizada pelo aumento de fluxo sanguíneo, permeabilidade capilar e migração de leucócitos para a região lesada.
A permeabilidade capilar promove extravasamento de plasma e seus componentes com formação de exsudato inflamatório. Inicialmente, a ferida é preenchida por coágulo, fibrina e exsudato forma uma crosta que a isola do meio ambiente quase que imediatamente. O tecido de granulação ao se contrair, retrai as bordas da ferida para o centro da lesão, permitindo que a área a ser revitalizada se torne menor. Quando o tecido de granulação é excessivo, pode ocorrer retardamento da cicatrização.
Atualmente verifica-se um grande número de pesquisas voltadas para conhecimento e melhora do tratamento de feridas, ou seja, no processo de reparação tecidual. Dentre elas se destacam as pesquisas nas áreas de laser de baixa potência e radiação infravermelha e microcorrentes. A radiação infravermelha é subdividida arbitrariamente em três categorias:
 
  • Radiação no infravermelho próximo (800-1.500 nm);
  • infravermelho médio (1.500-5.600 nm) e
  • infravermelho longo (5600-10.000 nm).
 
A radiação infravermelha é uma parcela invisível do espectro eletromagnético adjacente ao comprimento de onda longa, ou extremidade vermelha, da escala clara visível que estendem até a escala da microonda. Entretanto, pode ser percebida como calor pelas terminações nervosas especializadas, ou seja, os termorreceptores da pele. Segundo autores, a irradiação com infravermelho longo, sobre o tecido em processo inflamatório, pode gerar ligeira elevação da temperatura com notado aumento da atividade celular. Teorias indicam que a energia gerada pelo aumento da temperatura é absorvida pelas células através de sua membrana plasmática, melhorando a circulação local. A vasodilatação capilar venosa, aumento do metabolismo celular e aumento da capacidade de drenagem linfática de fluidos intersticiais, favorecem o processo de cicatrização tecidual.
Os tratamentos são utilizados em vários processos dermatológicos e reumáticos, tratamento em úlceras de pressão, dores e vitiligo. Conclui-se que os estudos com a utilização de radiação infravermelho estão voltados para a prevenção, cura e reparação tecidual, otimizando benefícios na saúde dos indivíduos portadores das patologias e contribuindo para pesquisas de ação terapêutica direcionadas a determinadas patologias, sendo a radiação infravermelha mais focada nos processos reumáticos locais nos processos dermatológicos locais e em algumas lesões cutâneas mais específicas.